Notas Metodológicas

Índice de Preços do Transporte Urbano em Viçosa (IPT-Viçosa)

O Índice de Preços do Transporte Urbano em Viçosa (IPT-Viçosa) mede a evolução mensal dos preços dos principais bens e serviços utilizados no transporte público urbano, por ônibus, no município de Viçosa.

O IPT-Viçosa é formado por cinco grupos, cujos pesos foram calculados de acordo com os gastos médios da empresa prestadora do serviço, registrados no ano anterior ao cálculo.

Grupo Peso
Insumos 48,80%
Despesas com Pessoal 32,65%
Despesas Gerais 15,70%
Utilidades e Serviços 2,07%
Despesas Tributárias 0,78%
Total Geral 100,00%

O grupo Insumos abrange 48,80% dos gastos da empresa, sendo o de maior peso. É composto pelos gastos com os principais insumos da atividade, como combustíveis, peças de veículos, pneus e remanufaturados, entre outros.

O grupo Despesas com Pessoal é composto, além dos salários pagos aos colaboradores da empresa, pelas despesas previdenciárias e trabalhistas. Sua participação no gasto total é de 32,65%.

Compreendendo 15,70% do gasto total da empresa prestadora do serviço de transporte, o grupo Despesas Gerais engloba gastos com alimentação, materiais de consumo, serviços de terceiros, seguros, planos de saúde, entre outros.

O grupo Utilidades e Serviços refere-se às despesas com água e esgoto, luz, telefone e demais serviços básicos.

Por fim, o grupo Despesas Tributárias refere-se ao pagamento de tributos, como IPTU, IPVA e demais impostos municipais, estaduais e federais.

Os preços referentes aos itens que compõem cada um dos cinco grupos são coletados entre os dias 10 e 20 de cada mês em diversos fornecedores locais e regionais. Ao todo, são pesquisadas as variações de preços de 30 itens. Vale ressaltar que alguns desses itens são compostos por diversos produtos. Por exemplo, no caso da alimentação, item do grupo Despesas Gerais, utilizam-se os dados do IPC-Viçosa, que engloba 188 produtos. Caso similar ocorre com materiais de consumo.

Índice de Custos do Transporte Urbano em Viçosa (ICT-Viçosa)

Com base nas informações contábeis fornecidas pela empresa, é calculado o custo operacional mensal por passageiro transportado. O custo operacional é composto por todas as despesas diretas, acrescidas das depreciações.

As despesas diretas constituem os desembolsos financeiros realizados mensalmente pela empresa, tais como despesas com insumos, pessoal, tributárias, sociais, utilidades e serviços, entre outras.

As depreciações são calculadas para todos os veículos da empresa utilizados no transporte de passageiros, com vida útil de até dez anos. A depreciação é do tipo linear, ou seja, considera-se que o veículo se deprecia de forma constante em 10% ao ano, com valor residual igual a zero. Vale destacar que existem outros métodos de cálculo da depreciação, contudo, todos eles fornecem resultados similares de variação no ICT, desde que utilizados de forma contínua.

Para o cálculo do ICT, optou-se por considerar o custo operacional dividido pelo número de passageiros transportados. Isso significa que quando houver ganhos de produtividade na empresa, os consumidores também serão beneficiados. Em outras palavras, a utilização do custo por passageiro no processo de reajuste tarifário é uma forma de transferir os benefícios dos ganhos de produtividade da empresa aos consumidores.

No intuito de eliminar possíveis distorções causadas nas observações mensais, realiza-se o cálculo de médias móveis para um período de 12 meses. Isso significa que o valor do custo operacional por passageiro em determinado mês não reflete apenas os dados daquele mês, mas sim a média dos últimos 12 meses. O cálculo do valor médio é extremamente importante, uma vez que as despesas da empresa não seguem padrões regulares mensais.

A partir da nova série contendo os dados das médias móveis, procede-se ao cálculo das variações mensais, fornecendo, assim, o Índice de Custos do Transporte Urbano em Viçosa (ICT-Viçosa).

A média dos custos operacionais por passageiro transportado de abril de 2016 a março de 2017 fornece o período inicial de análise, ou seja, abril de 2017. Isso ocorre, pois o último reajuste tarifário fora realizado em 03 de abril de 2017.

Veja também a Metodologia anterior, referente aos boletins 1 a 19.